quinta-feira, 28 de maio de 2009

Vicky Cristina Barcelona ... e muita paciência!!!

Sábado à noite. Aonde ir? Sem opções. O que restou: alugar um filme. Vicky Cristina Barcelona ... e muita paciência!!!

Fã incondicional da atriz Penélope Cruz, fazer um sacrifício para vê-la atuando em um filme de Woody Allen resultou em uma literal “caça” ao DVD nas locadoras da cidade. Nenhuma das melhores lojas de São José do Rio Preto tinha o filme escolhido à disposição para alugar.



O DVD, depois de algumas horas, foi encontrado em uma locadora distante. Tão distante quanto Barcelona, só para se ter uma idéia. E o atendimento? Foi sincero. Isso não se pode negar. A atendente, além de desconhecer completamente quem era Rebecca Hall, Scarlett Johansson e Javier Bardem, depois de quinze minutos “desistiu” de registrar a locação no programa instalado no seu computador. Passou a bola. Coube a mim o registro. Apossei-me do teclado e efetuei rapidamente todos os lançamentos exigidos pelo software. Nome, endereço, CPF etc... Enter e fim do treinamento intensivo para se trabalhar em uma locadora. Só faltou um certificado de conclusão de curso. Carregando o DVD como um prêmio, mal me despedi e segui rumo à porta de saída. A paciência, devo admitir, não é uma das minhas virtudes. “Moço! Você esqueceu a notinha” – disse a atendente. E Barcelona tão distante.

Assim como Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (Scarlett Johansson), que durante a história buscavam se desprender dos conceitos tradicionais aos quais estavam acostumadas, e vivenciaram novas experiências ao lado de Juan Antônio (Javier Bardem) e de sua ex-esposa, Maria Elena (Penélope Cruz), em momentos caóticos na cidade espanhola, encontrei uma idéia inovadora para a locação de DVD´s.



A empresa “Red Room DVD”, localizada em Sidney, na Austrália, criou uma nova maneira para locar DVD´s sem testar a paciência dos cinéfilos. Similar aos postos bancários de atendimento 24 horas, a Red Room disponibiliza máquinas em pontos da cidade com telas touch screens para que seus clientes possam escolher o filme que mais os agradam a qualquer hora, sendo possível visualizar o trailler, fotos e informações do diretor e atores antes de locá-lo. Após decidir, basta passar um cartão de membro da rede, que é criado pela própria empresa e se assemelha a um cartão de crédito, e apertar a tecla “Rent Now” para que o DVD seja ejetado pela máquina. Desejando devolvê-lo em até 6 horas, o cliente pagará apenas $ 2,95.



No dia seguinte, retornei à locadora para devolver o DVD. “Gostou do filme?” – sorridente a atendente me questionou. Valeu a pena, devo admitir, pensei, já prevendo o que viria a seguir. “Você pode efetuar o registro da devolução no programa para mim, por favor?” – prosseguiu. Haja paciência!

sábado, 23 de maio de 2009

Aprenda a surfar



Saber “dropar” uma onda em um mar de dívidas requer do gestor empresarial habilidades gerenciais e conhecimento dos índices de endividamento da entidade.

O ativo de uma empresa é financiado por capitais próprios e por capital de terceiros. Os capitais próprios são os recursos investidos pelos sócios, enquanto o capital de terceiro pode ser, por exemplo, a aquisição de mercadorias de fornecedores ou um empréstimo ou financiamento concedido por uma instituição financeira. Ambos são fontes de recursos.

Nesse sentido, serão exigidas do gestor habilidades gerenciais para distinguir as dívidas que o permitirão continuar no “deck” (parte de cima da prancha, onde o surfista pisa) daquelas que o farão tomar uma “vaca” (tombo, queda). Adotar uma política administrativa financeira é uma das dicas para se enfrentar essa onda.

A adoção dessa política permitirá distinguir as dívidas que gerarão recursos para a empresa daquelas que simplesmente trarão encargos financeiros. As primeiras produzem um endividamento “sadio”, ou seja, financiarão o ativo da empresa, como é o caso, por exemplo, da hipótese em que a entidade contrai um empréstimo para expandir seus negócios, produzindo, posteriormente, recursos para saldar a dívida outrora assumida; já as outras, por outro lado, geram apenas encargos financeiros, ou seja, servem apenas para pagar outras dívidas que estão vencendo, não se constituindo em aplicações produtivas, o que levará a empresa à insolvência.

Vale ainda dizer que, para ficar “outside” (qualquer local para fora da arrebentação) da situação de endividamento irreversível, o gestor deverá se apoiar nas demonstrações contábeis, especialmente no balanço patrimonial e na demonstração dos resultados do exercício. A análise dessas demonstrações financeiras permitirá que se conheça a quantidade e a qualidade da dívida, mediante o cálculo e posterior interpretação de índices de endividamento.

Com base nesses índices, é possível determinar se a qualidade da dívida é boa ou ruim e se a quantidade é alta ou baixa. Destaca-se, por oportuno, que dívidas com longo prazo de pagamento são melhores para a empresa, já que se tem mais tempo para pagá-las; por sua vez, dívidas cujo prazo de pagamento é curto, serão mais onerosas para a entidade.

Portanto, um gestor “big rider” (surfista que é bom e gosta de pegar ondas grandes) não terá dificuldades para enfrentar o desafio, pois saberá sempre “dropar” a melhor onda.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

A la Moulin Rouge e Chat Noir...


O bar/restaurante “Volupté Lounge” resgata os áureos tempos da “Belle Époque” (bela época em francês), período marcado por profundas transformações culturais que introduziram novos modos de pensar e viver o cotidiano.

Localizado no coração de Londres, na Inglaterra, o Volupté segue os padrões arquitetônicos da “Art Nouveau” (Arte Nova), oferecendo aos seus clientes a “efervescência” cultural marcante desse período.




Além da cozinha tradicional, com comidas e bebidas típicas, o bar proporciona aos seus freqüentadores shows de mágicas, comédias e bandas de jazz e rock para embalar as apresentações das dançarinas de cancan (dança francesa, que se caracteriza pelos passos firmes e saltitantes, elevando altas as pernas e simulando fortes chutes) transformando o ambiente em um típico cabaré da bela época, como o Moulin Rouge e o Chat Noir.



O Volupté Lounge valoriza o boom cultural do período e as curvas sinuosas baseadas nas formas elegantes das mulheres.


* pinturas de Alphonse Maria Mucha (1860-1939) - um dos principais pintores da “Belle Époque”

terça-feira, 19 de maio de 2009

Surpreenda seu concorrente

Surpreender o concorrente não significa simplesmente ofertar produtos ou serviços por um preço mais baixo. Significa, sim, demonstrar habilidades gerenciais, com ética e criatividade, para vencer a disputa conforme as regras do mercado.

A inovação é uma das armas do jogo. Inovar é criar algo novo. Fugir dos padrões convencionais. É uma jogada inédita, muitas vezes ousada, que causa surpresa no adversário, deixando-o imóvel, sem reação, atônito.



Tradicionalmente, muitos empreendedores “fiscalizam” a atividade empresarial alheia. Concorrem com as ofertas dos adversários sem analisar as condições de seu negócio ou sem se preocupar em proporcionar ao público alguma novidade. Oras, oferecer o mesmo produto ou serviço que é oferecido pelo concorrente por um valor menor nem sempre é vantagem ou retorno certo.

Isto porque, geralmente, o custo para a produção, comercialização ou, simplesmente, o custo dos serviços a serem prestados dependem de uma análise individual da empresa e de todo o seu ciclo operacional, ou seja, é necessário analisar desde a entrada da matéria-prima, ou a compra das mercadorias a serem revendidas, no estágio inicial do ciclo operacional, até a sua conseqüente saída, indicando os valores despendidos no processo e o retorno alcançado.

Dessa forma, de nada adianta colocar um preço menor no produto ou serviço tendo como base apenas o valor pelo qual o mesmo é ofertado pelo concorrente se os custos gerados são superiores à lucratividade do negócio.

Ademais, é importante destacar que o consumidor, nos dias atuais, está muito mais seletivo, buscando não só um produto ou um serviço, mas sim o “inusitado”, o que lhe causa surpresa, o que nunca antes foi visto, e todos os adversários, certamente, estão atrás dessa “jogada certa” para “fechar o game”.

Portanto, seguir o modelo do adversário, em um primeiro momento, pode até ser útil “para aprender a jogar”, mas se não houver o esforço do empreendedor para investir em iniciativas inovadoras, o concorrente saberá vencê-lo nessa disputa.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A dançar com a língua no formigueiro

Em 2010, os rendimentos das cadernetas de poupança com saldos superiores a R$ 50 mil sofrerão a incidência do imposto de renda.

A mudança na tributação das cadernetas de poupança depende da aprovação do Congresso Nacional e, segundo o Ministro Mantega, "estão sendo feitas para garantir que a poupança continue sendo o investimento mais importante e seguro para o grosso da população brasileira".

Para "quem quer comprar o jornal de ontem com notícias de anteontem" o objetivo é inibir especulações com a caderneta de poupança, tendo em vista a redução da taxa básica de juros (SELIC) sobre o mercado financeiro.

A apuração mensal dos rendimentos tributáveis considerará apenas a parcela correspondente à remuneração fixa de 0,5% ao mês da poupança, deduzindo do rendimento sujeito à tributação o limite de isenção disposto em lei (R$ 250,00), chegando à base de cálculo bruta. Sobre essa base será aplicado o redutor da base de cálculo, apurando-se, por fim, o rendimento tributável mensal.

"Viver é fúria e folia, rumo ao mágico". Vamos tentar desvendar a mágica com um exemplo, apresentando, inicialmente, a tabela com as faixas da taxa selic e os fatores de redução:



Depósito na poupança = $ 200.000,00
Taxa Selic = 9%

Rendimentos/mês = $ 1.000,00
(-)Faixa de isenção = 250,00

(=) Base de cálculo bruta = 750,00
(x) Redutor da base de cálculo = 70%
(=) Redução de = 525,00

(=) Rendimento tributável = 225,00

A tributação dos rendimentos da poupança no próximo ano pretende, ao menos em tese, afastar a ideia de que, no país, "uns trabalham por dinheiro, outros por livre e espontânea vontade".